
Br J Sports Med 2009;43:392–400
O trabalho acima, versa sob um dos temas que irei estudar no mestrado. PACE, ou ritmo. Quais são os mecanismos de controle do seu ritmo de prova?
Você apenas obedece ao cronômetro , GPS ou seu Cateye, buscando executar uma marca previamente determinada com seu treinador ou aliado a isso procura “ouvir” seu corpo? Ou ainda até mais, realiza o exercício apenas através da percepção do próprio esforço – self paced?
O autor criou 2 modelos de pace e seu controle pelo sistema nervoso central. Um com o Pace determinado, ou seja, você estabelecer um pace de prova e executá-lo, e o outro controlado pelos feedbacks do meio, como temperatura do ambiente, nível de hidratação e estado glicêmico, assim como a experiência de já ter vivido ou não aquela situação ou condição ou nível de esforço.
A experiência passada é fundamental na regulação da percepção e controle do esforço pelo atleta na tarefa a ser realizada, seja em competição ou treino. O autor chama essa capacidade, de regulação antecipatória. Isso nada mais é, que você numa determinada intensidade, numa prova que possui uma distância a qual você já realizou diversas vezes no passado, saber se dá ou não para dar aquele sprint final. Só é possível saber isso, já tendo feito ou ter vivido / vivenciado / experimentado aquela mesma condição de esforço no passado.
Eu tenho experimentado isso nos meus treinos. Retirei o Cateye da bike, não corro mais de relógio, não sei a frequência cardíaca nem a velocidade. Quando corro na esteira, tenho tentado colocar uma toalha para não saber quanto estou aumentando, nem em que velocidade estou. Controle do exercício, apenas pela percepção do esforço. Se me sinto forte, vou mais, se não, mantenho ou diminuo.
Tenho que confessar que não é fácil, mas é um exercício diário, e com isso tenho aprimorado esse sistema de self paced. Em breve começarei um piloto com nossos atletas.