Arquivo da categoria ‘Dicas’

Travesseiro inadequado provoca problemas na coluna cervical

28/02/2010

  Uma recente pesquisa realizada pelo Hannover Medical School, na Alemanha, e publicada no jornal científico International Journal of Rehabilitation and Research, indica que dores na coluna, no pescoço, torcicolo e cansaço podem ser conseqüências de uma noite mal dormida com um travesseiro inadequado. A pesquisa reuniu 149 pessoas que sofriam com dores na coluna cervical para um teste: um grupo utilizou o travesseiro considerado correto e o outro utilizou o travesseiro habitual. Depois de um ano, o grupo que utilizou o travesseiro correto deixou de sentir os desconfortos na região do pescoço e passou a acordar mais descansado.

“Esse desconforto tem reflexos no dia a dia e pode trazer problemas mais sérios, influindo na qualidade de vida da pessoa. O travesseiro inadequado pode provocar, ainda, dormência nas mãos. A longo prazo, pode trazer dor crônica nas costas, artrose, pequenos desgastes nas vértebras, e desvio na coluna. O uso do travesseiro inadequado fazer com que a pessoa acorde com aquela sensação ruim de que não dormiu bem, não descansou. É importante observar, no entanto, que esses sintomas são também muitas vezes causados por outros fatores como genética, erros de postura, obesidade, falta de atividade física e movimentos repetitivos”, explica Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. 

O médico do CREB explica que a forma correta para dormir é de lado, pois assim a coluna permanece alinhada. “As pernas devem estar dobradas, com os joelhos flexionados, em posição fetal, o que ajuda a aliviar a tensão da lordose lombar – aquela curvatura logo acima do quadril”, ilustra ele, pontuando que dormir sem travesseiro é tão ruim quanto dormir com o travesseiro errado. “As pessoas que tem problemas para respirar ou refluxo, por exemplo, devem optar por modelos que mantenham o corpo mais elevado, para evitar um mal estar durante a noite. Basicamente, o mais importante é saber se o modelo escolhido ajuda a relaxar e não força a coluna, mas do que ele é feito também é um dos pontos a ser considerado. Quem tem alergia deve buscar tipos específicos. É preciso que o material permita ventilação, principalmente para quem transpira muito durante a noite”, explica. O Dr. Eduardo Sadigurschi lembra que travesseiros devem ser trocados regularmente, pois tem prazo de validade de uma  dois anos.

Treinamento de altitude

22/01/2010

Senhores, informação fresquinha. Saiu na edição de fevereiro de 2010, na maior, senão em uma das maiores revistas científicas da área do exercício, que é a Medicine and Science in Sports and exercise, um trabalho falando sob treinamento de altitude. Ele usou o método que é um dos mais aceitos quando se fala em altitude, que é o Living High Training Low (LHTL), ou seja, viva na altitude e treine ao nível do mar. Os atletas que fazem este tipo de treinamento normalmente escolhem lugares altos que tenham facilidade para descer, ou por exemplo, o indivíduo mora na altitude mas na hora do treinamento ele desce de carro e em aproximadamente 1 hora já está ao nível do mar. Bom vamos ao trabalho. O estudo avaliou 16 corredores de elite com capacidade aeróbia máxima (V02max) de 73.1 e 64.4 (média) para homems e mulheres respectivamente. Estes completaram 2 séries de 3 semanas de simulação de LHTL (14h.d , 3000m), ou residiam no nível do mar (600m) no caso do grupo controle. Foram avaliados mudanças no desempenho do tempo de 5k e medidas fisiológicas como Vo2max, economia de corrida e massa da hemoglobina.

Os resultados encontrados foram o seguinte: o desempenho de 5k mostrou pequena melhora ou variação após a exposição de 3 semanas do LHTL, -1,4% e 0,7% e o controle 0,5% e 0,7%.  O grupo que foi exposto às 3 semanas do LHTL obteve melhoras significativas nas variáveis fisiológicas no Vo2max (2.1% para homens e mulheres), massa da hemoglobina (2.8 e 2.7% para homens e mulheres).  Após o segundo bloco de 3 semanas a massa da hemoglobina aumentou cerca de 4.2%. Não houve mudanças significativas no Vo2max entre os grupos após a primeira e a segunda série de 3 semanas.

Os autores do tranalho concluem que três semanas de exposição do LHTL pode induzir a melhoras no Vo2max e na massa da hemoglobina em corredores altamente treinados, porém as mudanças no tempo de 5k são mais complexas do que apenas variáveis fisiológicas. O desempenho competitivo depende não apenas de melhorias nas capacidades fisiológicas mas sim da interação de muitos fatores, incluindo condicionamento físico geral, fadiga e motivação.

Para aqueles que quiserem ler o artigo na íntegra aí vai a referência:

Reproducibility of Performance Changes to Simulated Live High/Train Low Altitude

ROBERTSON, EILEEN Y.; SAUNDERS, PHILO U.; PYNE, DAVID B.; AUGHEY, ROBERT J.; ANSON, JUDITH M.; GORE, CHRISTOPHER J.

Medicine & Science in Sports & Exercise:
February 2010 – Volume 42 – Issue 2 – pp 394-401
doi: 10.1249/MSS.0b013e3181b34b57
Applied Sciences

Feliz Natal!

24/12/2009

A Sports4You deseja a todos um feliz natal. Que a alegria e a felicidade invada a casa de todos. Que a noite de natal seja celebrada com sinceras companhias e muito amor.

Um abraço a todos.

Tática para prova longa

26/11/2009

Na minha opinião, se existe alguma dica ou opinião/orientação de como fazer provas de endurance, seria de forma consistente. Você diria, como assim??? Veja bem, estou falando de como fazer, ou seja, tática de prova, e não de como treinar para uma prova, isso seria outro assunto. CONSISTÊNCIA, brother. Não adianta fazer pico se depois vem um vale. O negócio é a média alta,ainda que num primeiro momento ela pareça menor se comparado a dos outros, mas espere um pouquinho e verá que estará na frente. Quem já não viu o pessoal que “voa” no ciclismo, faz um excelente tempo e quando entrega a bike já sai quase andando? De que adiantou?  NADA!

Consistência!

24/11/2009

Cada prova é um aprendizado, e nesse último 1/2 iron o aprendizado foi a  CONSISTÊNCIA . Não adianta fazer pico se depois vem um vale. O negócio é a média alta, ainda que num primeiro momento ela pareça menor se comparado a dos outros, mas espere um pouquinho e verá que estará na frente. E uma coisa que aprendi com a experiência das provas e lendo o livro do Michael Phelps foi que não se deve treinar nem competir contra ninguém, mas sim contra o seu relógio.

abs e bons treinos

Ciclista Forte, maratona forte!

12/11/2009

Na revista Triathlete Magazine de dezembro de 2009, será publicado um artigo com o seguinte nome: 

How to Nail An Ironman Marathon

BY MATT FITZGERALD

O que o autor, que por sinal tem um nome de muito peso nos Estados Unidos, quis mostrar é que para conseguir correr uma maratona forte em provas de ironman, o ponto fundamental seria não ser um corredor forte e sim um ciclista forte. O autor coloca o seu ponte de vista da seguinte forma: você tem de ser um ciclista forte não para tentar um super tempo na bike, mas sim conseguir fazer um tempo de regular a bom na bike desde que essa marca não represente um esforço significativamente forte para tal, sobrando assim energia e condições físicas para que você conseguisse correr a sua maratona de maneira forte. Eu sempre pude observar isso nas provas de Ironman, altetas que nadam muito bem, pedalam forte para tentar um tempo excelente na bike e aí o sonho morre, pois toda a energia que restou não é suficiente para desempenhar uma boa maratona. Qual o resultado disso: atletas que fazem um excelente tempo de ciclismo e um tempo fraquíssimo de maratona pois andaram quase que toda a prova. O autor quis dizer ciclista forte, porque assim o atleta consiguiria fazer uma boa média porém de maneira fácil. Ele no texto chega a citar ou recomendar um treino longo de bike de 8 horas, em um ritmo bem leve e fácil para construção de uma base aeróbia sólida.

Um bom ponto de vista. Muito bom artigo. Se puderem ler, não percam a oportunidade.

abs e bons treinos 

Dicas IRONMAN

22/09/2009

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